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quarta-feira, 16 de maio de 2012

O layout como ferramenta de venda

Se pararmos para observar, em todas as lojas de departamentos, supermercados e em outros formatos de varejo, notamos pessoas entrando, indo, saindo e vindo. Para lá e para cá, todo o tempo.
Muitos comerciantes não pensaram em rentabilizar sua operação aproveitando este vai e vem de clientes. Você já parou para observar o comportamento e o fluxo dos clientes em uma loja de supermercado, por exemplo?

Bom, vale a pena lembrar que “fluxo de clientes” é o caminho natural seguido pelos consumidores do momento que entram na loja e circulam pelos corredores e seções. É o resultado do sentido e a direção mais comum gerados pelo tráfego de pessoas em uma loja. Existe em nosso varejo uma grande quantidade de redes, cadeias e lojas independentes que sequer faz a medição ou controla o volume de pessoas que entram diariamente em suas lojas. Muitos deles estimam este número, mas não dão o tratamento necessário à informação. Logo, é fácil notar que se não há medição, inexiste uma ação – uma estratégia, para aproveitar ainda mais este fluxo.

Se pararmos para observar, notamos com facilidade que em todos os formatos de loja existem setores, locais onde a concentração e o fluxo de clientes são mais intensos. Pontos onde temos até um certo congestionamento no vai e vem de pessoas. Estes são os Pontos Quentes do estabelecimento. Nestes locais, alguma coisa atrai com mais força a atenção dos clientes, fazendo-os ficar mais tempo parados nestes pontos. Mas enfim, o que faz com que se formem os pontos quentes em uma loja? Produtos de alto-giro? Itens de consumo diário? Mercadorias básicas? Promoções? O que? Podemos afirmar que é um mix de tudo isso.

Mas, nas empresas que utilizam a inteligência comercial para rentabilizar toda a operação, estes pontos quentes são os locais que entregam ao consumidor tudo o que ele busca e ainda agrega algo mais; Surpreendendo-o e encantando o cliente.
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Pesquisas de perfil e hábitos de consumo, aliadas a um plano estratégico, com foco em aperfeiçoar o ponto de venda, tem sido bastante valorizados em algumas redes do varejo. Afinal, empresários e executivos – que investem fortunas para trazer clientes para dentro das suas lojas – finalmente encontraram uma forma para medir, planejar e rentabilizar ainda mais o momento da compra.

Destes estudos e medições derivam ações que vão desde uma simples inversão da ordem de exposição das mercadorias em um corredor – colocando produtos de maior conveniência e margem logo no início da seção (início do fluxo) e posicionando os itens geradores de tráfego, que geralmente estão em todas as listinhas de compra, no final do corredor.

Dessa forma, o consumidor é conduzido por toda a extensão do corredor e seção até chegar na gôndola onde provavelmente encontrará o produto que o trouxe à loja; Passando por ações de cross-merchandising, revisão de mix e chegando ao gerenciamento por categorias, muito pode ser feito para entender melhor o cliente e tirar o máximo deste conhecimento. Mas atenção! Criar e gerir pontos quentes requer conhecer no detalhe o seu cliente e a sua loja, pois você terá que igualmente gerir os "pontos frios", de menor circulação de pessoas para equilibrar venda, margem e ticket-médio.

Eduardo Pizzetti } Consultoria Estratégica
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os 4 P's do sexo feminino


Mulheres sempre encontram prazer em comprar; elas adoram a “comproterapia”! Será que essa máxima, repetida à exaustão pelos homens, tem algum fundo de verdade?
As consumidoras, sobretudo as brasileiras, têm um conjunto de características que ultrapassam as fronteiras dos estereótipos proclamados. Embora o quesito emocional seja extremamente relevante na decisão de compra do consumo feminino, o elemento determinante é a presença dos quatro “Ps” – Pesquisa, paquera, pechincha e prazer.

A pesquisa é onde tudo começa, o momento em que todas as possibilidades e escolhas surgem em meio a uma vasta e emaranhada gama de produtos, é a etapa das descobertas.
A paquera é aquele espaço no qual a sedução que o produto exerce sobre a mulher envolve elementos como a apresentação da loja, abordagem de venda e a adrenalina da novidade, onde a mulher se certifica do custo-benefício do produto; questiona se a paquera tem potencial para se tornar “algo mais”.
A pechincha é o momento em que põe em xeque o “valor”, a qualidade de uma relação até então embrionária. É onde existe uma comparação entre o preço e o valor percebido do produto.
No prazer, a conclusão de um ritual sedutor que envolve emoções complexas e extremamente femininas.

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Embora o emocional esteja presente em cada um dos “Ps”, há muito do racional em cada etapa.
Contudo, um ditado impera – o atendimento de excelência determina e direciona uma venda de qualidade. Peça-chave para a construção de uma relação duradora entre consumidoras e marcas. As mulheres já equivalem a 51% da população brasileira, além de influenciar e inspirar o consumo masculino. E como nada indica que o contrário seja pertinente, é essencial para o sucesso do negócio, entender quais são os elementos que compõem o que as mulheres associam a um bom atendimento. É nesse contexto que entra um quinto “P” – o pré-atendimento.

As mulheres não economizaram elogios ao pré-atendimento, ou seja, aos vendedores que se apresentam com cortesia, colocando-se à disposição para ajudar. A partir dessa apresentação simples e eficaz, esse profissional cede espaço para a “paquera”, para aquele primeiro “P” que desencadeará todo o encantamento que envolve uma experiência de compra perfeita; uma experiência que envolve conquista, prazer, alegria, surpresa.

Mais do que tudo, é preciso abrir mão da lógica cartesiana para entender que o aspiracional feminino pode ser objetivo e prático, sem perder a emoção que permeia cada etapa da compra. Essa é a singularidade feminina, mostrando que o prazer não é inerente a ou um atributo de todo tipo de compra. As mulheres são mais elaboradas do que essa visão simplista. Saiba que a mulher que está paquerando a vitrine pode desistir desse “namoro” a qualquer momento se associar o atendimento ao descaso do objeto de desejo. As mulheres sabem que as paixões são efêmeras.

Eduardo Pizzetti - Soluções Estratégicas